quarta-feira, 29 de agosto de 2012

PELA PAZ NO MUNDO


Pela Paz from Jocilaine Moreira
PRATIQUE A PAZ
  A Cultura da Paz se faz nas pequenas ações do cotidiano: no nosso jeito de nos comunicar com os outros, na nossa forma de lidar com conflitos e sentimentos como frustração e raiva, na nossa capacidade de reconhecer e valorizar as diferenças e de sermos tolerantes. 
Cada um de nós pode ser um construtor da Paz. Cada um de nós pode influenciar com sua maneira de agir o grupo de pessoas que nos cercam a serem construtoras da Paz.
A vida exige de nós muitas ESCOLHAS. Você pode incluir, entre suas escolhas fundamentais, ser um Construtor da Paz. Ao fazer esta opção, você estará dando a sua vida e a seus relacionamentos mais qualidade e estará construindo uma sociedade mais saudável, em que os valores de não-violência predominem. Nossa mudança interior e a responsabilidade de cada um de nós por essa mudança é o caminho para uma Cultura de Paz verdadeira e duradoura.
Veja nas páginas seguintes as sugestões e dicas que preparamos para que você se junte a nós e aprimore a sua capacidade de ser pacífico.
É simples mas não é fácil. A Cultura da Paz é um trabalho para a vida toda.
Boa leitura!

RESPEITE AS REGRAS PARA CONVIVER BEM EM GRUPO
Você já imaginou como seria a vida em uma cidade sem regras? Pois é... para conseguirmos viver em grupo e em sociedade, precisamos de algumas regras que garantam o bem–estar individual e coletivo. Elas são referências para sabermos como agir nos diferentes contextos: família, escola, trabalho, trânsito, igreja, entre outros. Para que sejam valorizadas e respeitadas, é muito importante que sejam construídas de forma coletiva e democrática e, é claro, praticadas no dia-a-dia.
Quais são as regras que você considera mais importantes na sua casa? No seu trabalho? Na sua escola? Entre seus amigos e colegas? Na sua comunidade? Elas têm sido respeitadas por você e pelos demais?
SEJA RESPONSÁVEL PELAS SUAS ATITUDES
Nossas ações às vezes têm conseqüências indesejadas. Quem já não deu um esbarrão em alguém por estar distraído ou apressado? Quem já não disse coisas para um amigo que o deixaram mal e chateado? Muitas vezes agimos sem pensar nas possíveis conseqüências dos nossos atos. Aí aparece aquela vontade de se justificar e “tirar o corpo fora”. Muitos conflitos e agressões surgem de situações em que jogamos a culpa no outro. Que tal experimentar reconhecer com mais freqüência a nossa parcela de responsabilidade nas situações do cotidiano?

NÃO SEJA OMISSO
Chegou a hora de recordarmos o significado da palavra omissão. Para isto, que tal buscarmos alguns exemplos? (Lembre-se: Deixar passar a chance de ajudar alguém e não denunciar uma violência são formas de omissão).
Responda:
• Estudar ou trabalhar em um local sujo e não fazer nada em relação a isso. É ser omisso?
• Estar passando em frente a uma quadra de esportes e uma bola ser arremessada por cima do muro em sua direção. Arremessá-la de volta à quadra é ser omisso?
• Estar no terminal de ônibus, ver alguém precisando de uma informação e não oferecer ajuda. É ser omisso?
Coloque em prática uma ação contrária à omissão. Vale a pena tentar! Lembre-se que sua atitude sempre estará servindo de exemplo!

“ATAQUE” O PROBLEMA E NÃO AS PESSOAS
Imagine que você não fez algo que havia combinado com um amigo. Este amigo diz para você: “- Mas, também, eu não podia esperar outra coisa... você é uma porta de burro!”. Agora imagine o mesmo amigo falando de uma forma diferente: “- Se você não tinha entendido o que era para você fazer, por que não me perguntou?” Como você se sentiria em cada uma dessas duas situações? Qual é a diferença entre esses dois jeitos de falar? Quando criticamos as pessoas, agravamos os conflitos. Por outro lado, quando tratamos do problema sem “atacar” as pessoas, mantemos as portas da comunicação abertas e podemos encontrar soluções juntos.
CONVERSE PARA RESOLVER
Muitas vezes, quando estamos tendo um problema ou um conflito com uma pessoa, evitamos encontrar ou falar com ela para que a situação não se agrave. E isso resolve? NÃO! E pior: às vezes contribui para que o problema aumente, porque cada um fica no seu canto, pensando sobre o que o outro está pensando. Buscar restabelecer a comunicação e o diálogo é fundamental para que cada um possa dizer para o outro como vê o problema e tentar entender o ponto de vista do outro sobre a situação. Dessa forma, não é mais um contra o outro, mas os dois juntos, buscando possíveis soluções para o problema.
COMUNIQUE-SE DE FORMA CLARA
Lembre-se de discussões e bate-bocas que você já teve com amigos e pessoas da sua família. Que coisas contribuíram para que a discussão se agravasse? Cada um de vocês estava falando exatamente da mesma coisa? Cada um ficava tentando interpretar o que o outro queria dizer? Cada um estava mais preocupado em falar do que em entender o que os outros estavam falando? Estas são apenas algumas das coisas que atrapalham a nossa comunicação. Por esses e outros motivos, é importante que façamos o exercício de confirmar se aquilo que estamos entendendo é realmente aquilo que as pessoas querem nos dizer. Para tanto, podemos fazer perguntas e/ou repetir o que entendemos. Comunicar-se não significa apenas preocupar-se em falar, mas também verificar como aquilo que falamos foi compreendido e buscar corrigir os mal-entendidos que podem ter surgido no meio do caminho.
OUÇA COM ATENÇÃO
Quando estamos conversando, temos muita vontade de dizer o que pensamos e expressar nosso ponto de vista. Isso fica ainda mais “tentador” quando as pessoas com quem estamos conversando têm idéias diferentes das nossas. Nossa! Mal podemos esperar a hora de falar e, ao invés de ouvir o que o outro está falando, já estamos pensando no que vamos dizer em seguida. Que tal “desacelerar” e experimentar realmente ouvir o ponto de vista do outro, procurando entender o que ele quer dizer? Ouvir não significa ter que abrir mão de nossa própria opinião. Ouvir significa que podemos ser mais flexíveis e ver uma situação de um ponto de vista diferente do nosso.
CONVERSE AO INVÉS DE ACUSAR
Imagine que um amigo seu o deixou na mão. Que coisas a gente tende a dizer nesse tipo de situação? "Pô cara, você não tá nem aí com os outros, não é? Só se preocupa com você mesmo. Você vai ver só...". Quando não gostamos de algo que alguém fez conosco, nossa tendência é acusar, agredir, atacar. Que reação você acha que a outra pessoa vai ter? Provavelmente ela vai se sentir pressionada e acuada e vai tentar contra-atacar para se defender. Uma forma alternativa e mais positiva para lidar com esse tipo de situação é deixar a raiva passar um pouco e depois ir conversar com a pessoa, falar de como nos sentimos, de como a situação nos afetou e de como gostaríamos que a pessoa agisse da próxima vez. Você já experimentou fazer isso?
EVITE DAR SERMÕES
Quem gosta de ouvir um sermão quando chega tarde em casa? Quem gosta de ouvir pela milésima vez que deve ter mais responsabilidade? Quem gosta de ser repreendido por ter esquecido um compromisso? Como é que você tende a reagir quando alguém lhe dá um sermão? Se você também não gosta, evite fazer discurso sobre a falha dos outros. A reação de quem está se sentindo acusado é defender-se – não é reconhecer a falha. Que tal experimentar falar de como você se sentiu ao passar pela situação, do que gostaria que fosse diferente e ouvir o outro, ao invés de dar sermão? Essa atitude ajuda a outra pessoa a ficar menos na defensiva, a entender os seus sentimentos e a refletir sobre a situação.
ESTEJA ATENTO AO SEU JEITO DE FALAR
Quando falamos com as pessoas, muitas vezes não nos preocupamos muito com o nosso jeito de falar: xingamos, gritamos, somos irônicos, desrespeitamos, desmoralizamos. Outras vezes, nos preocupamos com as palavras que usamos, mas não percebemos coisas importantes no nosso jeito de falar: fazemos "caras e bocas" porque não gostamos da pessoa ou do que ela está nos dizendo, ou prestamos atenção em tudo o que acontece ao nosso redor menos no que a pessoa está nos dizendo, ou somos agressivos e arrogantes em nosso tom de voz. Apesar de muitas vezes nós mesmos não percebemos que estamos fazendo isso, as pessoas com quem estamos falando geralmente percebem, e isso pode gerar conflitos e atritos em nossos relacionamentos. Precisamos "nos desarmar" e estar atentos às coisas que dizemos - as palavras que usamos - mas também a tudo aquilo que fazemos com o nosso corpo ao dizer essas coisas: nosso tom de voz, nossos gestos, nossas expressões faciais, nossos comportamentos.
TRATE OS SENTIMENTOS COM RESPEITO
Você sente raiva, ciúmes, medo, tristeza, frustração, insegurança? Apesar de não gostarmos de ter todos esses tipos de sentimento, eles fazem parte da nossa natureza e podem ser muito úteis. O medo, por exemplo, nos deixa alertos e preparados para enfrentar ou escapar de perigos que possam nos fazer mal. Portanto, não devemos “fazer de conta” que eles não estão lá quando estão. Ao mesmo tempo, não precisamos descontá-los agredindo os outros. O mesmo vale para as outras pessoas: elas também têm sentimentos “negativos” e têm o direito de senti-los. Um filho, por exemplo, tem o direito de ficar com raiva dos pais quando esses não o deixam fazer algo que quer muito. Porém, ele não precisa agredi-los. Quando a raiva passar, uma boa coisa a se fazer é sentar e conversar sobre o que aconteceu.
APRENDA A LIDAR COM A RAIVA
Busque em sua memória algum momento, alguma situação, em que você ficou realmente com muita raiva. Pode ter sido na escola, em casa, na rua, no trabalho, com a família, talvez com alguém que tenha “pisado feio na bola” com você. Quando foi esse momento em que você ficou com raiva? Em situações como esta, como você reage: (a) como uma panela de pressão, engolindo sapo, e explodindo por dentro?; (b) sai dando tiro pra tudo quanto é lado, descontando no primeiro que aparece pela frente?; ou (c) você prefere transformar a sua raiva em sentimento de pena - pena de si mesmo, fazendo-se de vítima, chorando para alguém ou para si mesmo? E hoje, você já tratou dessa raiva ou ela ainda o(a) está machucando, deixando aquela dor em seu peito toda vez que você lembra dessa pessoa ou daquilo que aconteceu?

ESCOLHA UM BOM MOMENTO PARA “CONVERSAR PARA RESOLVER”
Se você já deu uma olhada nas dicas para uma boa comunicação, já deve ter percebido que às vezes uma simples atitude como “esperar a poeira baixar” e os ânimos se acalmarem pode fazer uma ENORME diferença na hora de lidar com um problema ou um conflito. Da mesma forma, cuidados com a escolha do local – de preferência um lugar reservado e longe dos olhares de “curiosos” – também ajudam as pessoas envolvidas em um conflito a conversar de forma mais aberta e menos defensiva.
BUSQUE SOLUÇÕES JUSTAS PARA OS CONFLITOS
Quando ouvimos a palavra “conflito”, a maioria de nós pensa em coisas negativas, como brigas, bate-boca, agressão física, guerras, insultos, entre outros. Entretanto, os conflitos em si não precisam ser negativos. Eles surgem como consequência da diferença de idéias, valores, opiniões, crenças, pontos de vista e escolhas entre as pessoas. Por que, então, sentimos que conflitos são ruins? O fato de um conflito ser construtivo ou destrutivo não depende tanto do conflito em si, mas sim da forma como lidamos com eles. Para que possamos utilizar nossos conflitos como uma oportunidade de crescimento, precisamos:
• Não olhar para a outra parte como inimiga.
• Trabalhar juntos para buscar uma solução.
• Buscar soluções em que todas as partes envolvidas saiam satisfeitas.
Para isso, eis algumas dicas para solucionar conflitos:
1) Identifique o problema;
2) Concentre-se no problema;
3) Ataque o problema, não as pessoas;
4) Escute com a mente aberta;
5) Trate o sentimento das pessoas com respeito;
6) Tenha responsabilidade pelos seus atos.

ENCONTRE SOLUÇÕES CRIATIVAS PARA OS PROBLEMAS
Diante de um apelido ou de uma provocação, muitas vezes podemos “deixar entrar por um ouvido e sair pelo outro”. Podemos também experimentar lidar com as situações difíceis de forma mais “leve”, rir um pouco das situações e de nós mesmos. Que tal brincar mais, expressar nossas idéias de formas criativas e atrativas? Muitas vezes, com um simples sorriso conseguimos “desarmar” as pessoas.


RESPEITE AS DIFERENÇAS
O que é uma boa escola para você? E uma boa cidade para se morar? O que é ser um bom pai, uma boa mãe e um bom filho/a? O que significa ter sucesso na vida? Violência resolve? Se você fizer essas mesmas perguntas para outras pessoas, provavelmente vai ter algumas respostas parecidas com as suas e outras bem diferentes. Isso significa que algumas respostas estão mais "certas" do que outras? Na verdade, isso nos mostra que as pessoas acreditam e pensam de forma diferente umas das outras, porque tiveram experiências de vida diferentes. Entretanto, muitas vezes temos tanta certeza de que o nosso jeito de ver as coisas é o jeito CERTO, que acabamos discutindo ou brigando com as pessoas que têm pontos de vista diferentes dos nossos para defender a nossa verdade. Respeitar as diferenças não significa abrir mão de nosso próprio ponto de vista. Respeitar as diferenças significa ser flexível e buscar compreender pontos de vista e jeitos de ser diferentes dos nossos. Observe-se: como você tende a agir com pessoas que pensam ou são diferentes de você?
APRENDA A LIDAR COM A ‘PRESSÃO DA TURMA’
Cada um de nós faz parte de vários grupos: a nossa família, a turma do prédio ou do bairro, os amigos da escola ou do futebol, os colegas de trabalho, as amigas do inglês. Cada um desses grupos tem o seu próprio jeito de funcionar e as suas “exigências” para que sejamos “bem-vindos”. Ao mesmo tempo, cada um de nós tem o seu próprio jeito de funcionar, que também precisa ser respeitado. Saber lidar com a “pressão da turma” significa poder dizer “não” ou “sim” ao que os grupos dos quais fazemos parte desejam de nós, respeitando o que realmente queremos, de maneira clara, direta e sem usar da violência.

ARRISQUE-SE A FAZER DIFERENTE
Conversar ao invés de discutir ou bater. Ouvir ao invés de falar sem parar. Contar até mil para se acalmar ao invés de xingar. Para a maioria de nós, viver valores de Paz implica mudanças de valores, crenças, formas de sentir e perceber, atitudes, posturas... enfim, mudanças no nosso jeito de ser. Muitas vezes desejamos essas mudanças porque não gostamos de “perder as estribeiras” nem de fazer coisas que magoam as pessoas que amamos. Acreditamos que podemos nos tornar pessoas ainda melhores do que já somos ou sentimos que precisamos mudar porque o nosso jeito atual de ser nos faz mal.
Mudar não é uma coisa que a gente faz do dia para a noite. Para uma pessoa que está acostumada a bater para resolver, por exemplo, xingar ao invés de bater pode ser um avanço, gritar ao invés de xingar pode ser outro e ter vontade de gritar e conseguir não gritar é mais um passo em direção ao grande objetivo, que pode ser “conversar para resolver”. Mudar exige muita coragem, determinação e esforço. O que você tem vontade de mudar ou acha que pode mudar no seu jeito de ser para contribuir ainda mais para a Construção de uma Cultura da Paz?
Fonte: http://www.naoviolencia.org.br

Fernanda Abreu - Todos Estão Surdos

Desde o começo do mundo
Que o homem sonha com a paz
Ela está dentro dele mesmo
Ele tem a paz e não sabe
É só fechar os olhos
E olhar pra dentro de si mesmo
Tanta gente se esqueceu
Que a verdade não mudou
Quando a paz foi ensinada
Pouca gente escutou
Meu Amigo, volte logo
Venha ensinar meu povo
O amor é importante
Vem dizer tudo de novo
Outro dia, um cabeludo falou:
"Não importam os motivos da guerra
A paz ainda é mais importante."
Esta frase vive nos cabelos encaracolados
Das cucas maravilhosas
Mas se perdeu no labirinto
Dos pensamentos poluídos pela falta de amor.
Muita gente não ouviu porque não quis ouvir
Eles estão surdos!
Tanta gente se esqueceu
Que o amor só traz o bem
Que a covardia é surda
E só ouve o que convém
Mas meu Amigo volte logo
Vem olhar pelo meu povo
O amor é importante
Vem dizer tudo de novo
Um dia o ar se encheu de amor
E em todo o seu esplendor as vozes cantaram.
Seu canto ecoou pelos campos
Subiu as montanhas e chegou ao universo
E uma estrela brilhou mostrando o caminho
"Glória a Deus nas alturas
E paz na Terra aos homens de boa vontade"
Tanta gente se afastou
Do caminho que é de luz
Pouca gente se lembrou
Da mensagem que há na cruz
Mas meu Amigo, volte logo
Venha ensinar meu povo
Que o amor é importante
Vem dizer tudo de novo.
O amor é importante
Muita gente não ouviu por que não quis ouvir
Eles estão surdos

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

DIA DO FOLCLORE - 22 de Agosto


FOLCLORE E RELIGIÃO: UMA RELAÇÃO CONJUNTA

Noelly Menezes Lima


Resumo

Quando ouvimos falar em folclore lembramos imediatamente de festas juninas, comidas típicas, danças que ate mesmo estão ligadas a crenças, mas jamais enxerga o folclore ligado à religião, em principal a fé católica. As crenças também são ressaltadas nessa breve analise com o intuito de mostrar a diversidade religiosa. O objetivo deste paper é fazer uma breve análise da ligação entre o folclore e a religião. Tendo como fontes artigos dos autores Amâncio Cardoso dos Santos Neto, Antonio Fernandes de Araujo Sá e Magno Francisco de Jesus Santos que mostram em geral a cultura de Sergipe. O predomínio da fé católica é vista nitidamente não apenas em Sergipe, mas sim em todo Brasil através das devoções dos fieis.
Plalavras-chave: Folclore; Religião; Cultura.

Introdução

O folclore tem em missão preservar os costumes, as crenças, os hábitos, ou seja, toda cultura de um povo, onde esta corre risco de desaparecer e perder sua importância, como a religiosidade que tem um papel importante tal quanto a outros costumes. A religiosidade em Sergipe chama a atenção em virtude da tradição católica. A Procissão de Nosso Senhor dos Passos, que acontece sempre no segundo final de semana da Quaresma na cidade de São Cristovão é um caso elucidativo. Nela podemos observar o quanto o folclore tem ligação, pois a festa mostra costumes de um povo que é passado de geração para geração:
"Desde o século XIX (e possivelmente, desde o século XVIII), a referida solenidade é considerada uma das principais celebrações religiosas de Sergipe. Romeiros de diferentes localidades sergipanas se deslocam rumo à Velha Capital com o intuito de render agradecimentos ao Senhor dos Passos". (SANTOS,2009,p.02)
A crença religiosa dos fieis é visível em toda a procissão onde mostra uma intima ligação entre os devotos e a imagem, apesar de toda modernidade de hoje, eles (fieis) sem a intenção, preservam sua identidade cultural."A solenidade dos Passos é marcada pela forte presença dos romeiros beijando, tocando ou até mesmo conversando intimamente com o Senhor dos Passos". (SANTOS, 2009 p.03).
As devoções e crenças no Brasil não existem apenas no catolicismo, existem religiões afro-brasileiras como o Candomblé que celebra a religiosidade em cultos aos Orixás, esta antes era tido apenas como religião de negros e baianos, mos hoje pessoas de todas as regiões e classe sociais fazem parte dessa crença. Segundo Calasans o Recôncavo baiano também é lugar de milagres, lendas e assombrações na memória da população baiana. Voltando ao catolicismo é importante ressaltar o predomínio da fé católica não apenas no Nordeste e Sergipe, mais em todo Brasil. Um Exemplo sobre esta questão é a padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida a qual faz parte da religião católica. "Um olhar revelador sobre as devoções católicas de massa no Brasil é o artigo de Rubens Fernandes (1985), que instiga uma leitura das múltiplas apropriações á devoção de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, padroeira do Brasil". (SANTOS, 2010, p.170).

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

HOMENAGEM AOS PAIS

A figura do pai é de grande importância na formação da personalidade de uma criança, o pai será o exemplo, o amigo, o herói, aquele que representa a força, as vezes o bandido outras vezes o mocinho, não importa, seja no dia dos pais, ou em qualquer dia do ano, uma frase de amor e carinho para o papai é sempre bem vinda. O pai representa o arquétipo masculino, a força, a vontade, a proteção, a figura paterna deve ser presença constante na vida das crianças e por que não na dos adultos também, afinal, ele é a viva representação da experiência.

COMPREENDENDO OS VALORES




Resgatando o que nos torna humanos
Vivemos em uma era violenta; sofremos violências cada vez maiores e com mais constância; assistimos quotidianamente manifestações de violência... a violência entra em nossas casas, muda nossa vida, nossos valores, nossas famílias, nossos comportamentos.
A violência é um sinal, um sintoma de uma sociedade que não criou apreço pelos valores e acabou formando adultos sem referenciais de cidadania e de respeito pelo próximo.
A violência é a marca de uma sociedade excludente (que exclui em todos os sentidos, até afetivos). A solução, a longo prazo , desses problemas exigem uma verdadeira revolução na maneira de educar nossas crianças.
E como fazemos isso?
Há muitos pesquisadores, de variadas áreas de conhecimento, que vêm pensando no humano na atualidade. Existe um educador que há décadas vem tocando a melodia do resgate dos valores humanos básicos, a saber: A VERDADE, A RETIDÃO, A PAZ, O AMOR, A NÃO-VIOLÊNCIA . Ele se chama Sathia Sai Baba e é indiano (MESQUITA, 2003).
Ele propõe que estimulemos esses valores em nossas crianças. Ele afirma, e nós dia a dia comprovamos isso, que à medida que a criança for utilizando a intensa capacidade amorosa que existe dentro dela, germinarão os valores humanos em seu coração, o que se refletirá no comportamento familiar, social e profissional. Independentemente de dificuldades, sofrimentos e decepções que, como todo ser humano, ela encontrar em sua trajetória sobre a Terra, será feliz. Porque felicidade, afinal, não é estar radiante de alegria e de bom humor diariamente, mas permanecer em harmonia com sua natureza humana.
As leis da natureza humana só serão cumpridas quando conseguirmos ser leais à verdade, o que nos levará à retidão, à qual nos proporcionará a paz. Estando em paz, torna-se possível para nós viver e entender o verdadeiro amor incondicional. Com esses valores aflorados, somos capazes de praticar a não-violência, que é a abstenção de ferir o outro pelo pensamento, palavra ou ação.


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

JOGOS EDUCATIVOS


Links para Brincar e aprender!!
1- Meu Planeta, minha casa: http://meuplanetaminhacasa.com.br/
2- Portal da Turma da Mônica: http://www.monica.com.br/index.htm
3- Um jogo que todo mundo brincou quando criança: Chamávamos de Dedanha… http://www.stopots.com.br/
4- Biblioteca de Livros Infantis na Web: http://e-livros.clube-de-leituras.pt/
5- Para aprender e se divertir com música: http://siaiacad17.univali.br/zorelha/indexZorelha.html
6- Canal Guri: http://www.guri.com/guri.htm
7- Brincando com papel: http://www2.uol.com.br/ecokids/oficina.htm
8- Site das Crianças do Banco Real: http://www.brincandonarede.com.br/
9- Excelente para aprender sobre música! http://www.edumusical.org.br/
10- Cambito: http://www.cambito.com.br/
11- Guia da Internet responsável e segura para Crianças – MUITO IMPORTANTE!!!  http://www.internetresponsavel.com.br/criancas/
12- Uma grande seleção de jogos de raciocínio – todos on line – feita pelo prof. Ivan: http://www.professorinterativo.com.br/jr/
13- Um Blog colaborativo que tem uma ótima seleção de jogos para a garotada que pode aprender brincando, com a participação de gente muito boa:http://specialgames.blogspot.com
14- PapaCaio – Muitas e muitas atividades, joguinhos, cliparts e tudo para a garotada explorar: http://www.1papacaio.com.br
15 = Baobab Planet – Um jogo on line super interessante e que nos permite jogar com os filhos ou alunos: http://www.baobabplanet.com/pt/
16- Khan Academy em português, disponibilizado pela Fundação Lemann – vídeo-aulas muito interessantes e bem planejadas para todos os níveis. http://www.fundacaolemann.org.br/khanportugues/

ENTREVISTAS E DOCUMENTÁRIOS

A série Sagrado fecha mais uma temporada revelando qual é o entendimento de variados credos religiosos do poder. Vamos questionar de que forma uma Igreja pode influenciar os rumos de uma sociedade, ditando padrões de comportamento que chegam a ser adotados por vários ordenamentos jurídicos. Confira todos os temas e vídeos na biblioteca do site.

A rede Globo de televisão, através da Série O Sagrado, veicula vários assuntos comentados por várias religiões. 


Já são 60 episódios com os mais variados temas:
- Devemos ser punidos depois da morte pelos erros cometidos durante a vida?

- Qual a concepção de destino e livre arbítrio dentro da crença que você vivencia?

- Qual a concepção de liberdade de expressão dentro da crença que você vivencia?

DIÁLOGO ENTRE AS RELIGIÕES

Neste mundo “globalizado”, cada vez mais se conhece que a paz entre as religiões, sua capacidade de dialogar humanamente e em nome do Deus da Vida, é fator essencial para a paz entre os povos: A paz entre as religiões para a paz do mundo é “agenda” de urgência e programa universal.
            Esse diálogo se impõe como fruto doloroso de uma longa experiência de incompreensões, de atritos e de verdadeiras guerras, alimentadas por fundamentalismos, exclusivismos e proselitismos religiosos. Cada vez mais se sente a necessidade de um verdadeiro aprendizado de diálogo em todas as esferas da vida pessoal e social, e mais concretamente nesta esfera profunda.
            Diálogo é um termo de sucesso. Quando utilizado no Concílio Vaticano II, revelava e trazia consigo um espírito novo, uma vontade de entrar em diálogo. Exprimia uma atitude de fundo a indicar uma grande mudança. Foi aplicado aos mais diversos campos da cultura, da sociedade e entre as religiões.

DIÁLOGO: PARTE DA VIDA
            Geralmente se costuma enaltecer o diálogo em momentos de conflitos. Na realidade, não deveria ser assim, o diálogo deve ser algo presente e natural em todas as religiões, independente das situações históricas.
            Diálogo é a atitude fundamental que todas as religiões devem ter para que os encontros tenham alguma utilidade para todos. Não se trará somente de encontro de alto gabarito, mas entre as religiões também na vida de todos os dias: entre trabalhadores mulçumanos e cristãos, entre turistas e pessoas nativas, etc. Em toda a circunstância, cada um deve aprender a ser, ao mesmo tempo, fiel às próprias convicções e a respeitar as dos outros.
            O diálogo difícil quando um país, um governante, um religioso... tem como objetivo a hegemonia, o poder absoluto sobre o mundo. Por esta razão, é necessário buscar a coexistência. Afinal, é a riqueza que, juntas, constroem uma convergência útil para todas as partes.

O FUNDAMENTO DO DIÁLOGO
            Olhando um dicionário, veremos logo que o sentido da palavra “diálogo” é muito claro: troca ou discussão de idéias, de opiniões, de conceitos, com vista à solução de problemas, ao entendimento, à harmonia, à comunicação.
            O fundamento do diálogo está na constatação de que existem idéias e ações diferentes, ou seja, que existe um pluralismo.
            O pluralismo é sinal de progresso, de crescimento. Ele provoca abertura, atenção, clareza de convicção e de pensamento, humildade para aprender e captar a posição do outro, acolher a liberdade de expressão do diferente.
            O progresso do diálogo é muito mais importante do que o assunto ou o conteúdo, porque educa as pessoas, levando-as a descobertas incríveis no conhecimento tanto de si mesmos como dos outros. Mas, chegar ao diálogo não é coisa fácil. Pressupõe interesse e determinação: falar e ouvir, partilhar, discernir e decidir juntos.
            João Paulo II informou que “a evangelização deve passar pelo diálogo e pela inculturação”.
            Kofi Annan, Secretário geral da ONU, afirmou que o diálogo salvará a humanidade: “Sou filho da tradição, da cultura e dos valores que aprendi com minha família. Isso é parte de minha constituição moral e está muito vivo. Tive a felicidade de estudar e trabalhar nos Estados Unidos e na Europa. Fui influenciado pelos dois lugares, mas a cultura africana foi a que teve o maior impacto. Em Gana, aprendi a ouvir. Quando há um problema, meu povo se reúne e fala, fala até encontrar uma solução. Esse tipo de postura incentiva as soluções em conjunto e a cooperação.”
            No entanto, o mesmo Kofi Annan, quando questionado sobre os principais problemas mundiais da atualidade, afirma que os conflitos, incluindo os religiosos, estão na lista dos mais graves problemas: “A meu ver, a pobreza e a desigualdade ocupam o primeiro lugar. A degradação do meio ambiente e a exploração não sustentada dos nossos recursos naturais vêm logo depois. Colocaria em terceiro lugar os conflitos, em geral as guerras civis nas quais morrem mais crianças e mulheres do que soldados. Em quarto lugar, o terrorismo e a proliferação de armas de destruição em massa. Finalmente, a desconfiança entre pessoas de diferentes religiões, o que torna nosso mundo mais complicado e intolerante.” 
            O caminho da paz mundial passa pelo diálogo entre as religiões. Nesse diálogo surgem os pontos comuns elencados ainda em 1970 na Conferência Mundial das Religiões em favor da Paz em Kyoto. Pacificadas as religiões – e ainda há muito por fazer – cria-se a plataforma para a paz política, fundada numa ética mínima do cuidado para com a Terra e para a biosfera, na cooperação universal, na co-responsabilidade face ao nosso futuro comum e na reverencia face ao ministério da existência. Só nos resta dialogar e aprender uns dos outros para evitarmos o choque total e darmos chance à paz perpétua.
            Portanto, não há dúvida sobre a importância e a necessidade de diálogo, seja no campo religioso, no familiar, no político, etc.

FORMAS DE DIÁLOGO
            Costuma-se fazer uma distinção quando se fala sobre diálogo em ambientes religiosos. Geralmente, falamos de três níveis:
Ecumênico: é o diálogo entre as religiões cristãs e entre os cristãos.
Inter-religioso: é o diálogo mantido com todos os que admitem Deus e que guardam em suas tradições preciosos elementos religiosos e humanos.
Cultural: diálogo com as culturas. Todos, crentes e não crentes, devem prestar seu auxílio para a construção de um mundo mais justo.

O DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO
            Percebemos que o fanatismo e a intolerância religiosa estão presentes em nossa época. Trata-se, com certeza, de uma contradição se pensarmos que a essência das religiões é justamente o contrário: a paz, a harmonia, a solidariedade, etc. infelizmente, a história mostra que nem sempre foi assim.
            No entanto, também não podemos negar que gestos importantes estão acontecendo para a aproximação das religiões e para a promoção de valores essências à humanidade.
            Vamos citar alguns:

O encontro de Assis (Itália) em 1986, quando diversos representantes religiosos se reuniram num clima de diálogo e cooperação. Encontros semelhantes estão acontecendo em diversos níveis.
João Paulo II, dirigindo-se aos mulçumanos, em 1993, afirmou que “a autentica fé religiosa é uma fonte de compreensão recíproca e de harmonia, e que só a deformação do sentido religioso conduz à discriminação e ao conflito.”
O Dalai-Lama, líder o budismo tibetano, anda por todo o mundo pregando que a religião deve objetivar a felicidade das pessoas e a paz.
            Todas as religiões, com diferentes nomes, proclamam, celebram e buscam a salvação ou a libertação da pessoa humana. A partir dessa procura comum, as religiões deveriam aprender a relativizar o que é relativo e absolutizar o que é absoluto. Não só a se encontrar respeitosamente para o diálogo, mas a conviver em diálogo e do diálogo. Com essa atitude humilde e aberta, o diálogo não só é possível, mas também desejável e até necessário. “Deus é maior que nosso coração” (1 Jo 3,20). Esta deveria ser a premissa de todo diálogo inter-religioso. Deus não se esgota numa só revelação. E tem muitos nomes, e sempre é tão misteriosamente inacessível como próximo, “mais íntimo que nossa própria intimidade” (Agostinho de Hipona).
            Esse diálogo, além do mais, deverá se entender não somente entre os confessantes de uma fé religiosa, mas também com todos os militantes da justiça, e, por princípio, com toda a Humanidade.
            O shalom bíblico, com sua significação de paz plenificada, é sonho e registro de todas as religiões: “O nome do único Deus deve tornar-se cada vez mais aquilo que é um nome de paz, um imperativo de paz.” (Novo Milênio Ineunte 55).

UMA ESPERANÇA
            O diálogo inter-religioso vem demonstrar a possibilidade de uma nova perspectiva de atuação das religiões ao reconhecer que elas podem exercer um papel significativo na construção de uma ética da superação da violência; que podem juntar forças no empenho comum para salvaguardar a integridade dos seres humanos e da terra ameaçada.
            Elas devem testemunhar também que a verdadeira relação com o Absoluto é incompatível com toda e qualquer desumanização ou violência, sobretudo se isso acontecer no interior de cada uma delas e em relação com as outras religiões.
            Debates e polêmicas sempre marcaram todas as religiões e nem sempre foram pacíficos. No entanto, respeitar-se reciprocamente, na consciência das respectivas diferenças, é a primeira condição de uma coexistência tranqüila.
            Aceitar as diferenças e conviver com elas não é fácil. É um grande desafio. O respeito à diversidade é uma reivindicação recente e tem sido uma conquista árdua e persistente da sociedade humana. Basta lembrarmos a luta pelo reconhecimento das diferenças raciais e étnicas, religiosas e culturais, de gênero e opção sexual e outras mais. Nesse sentido, foram dados passos significativos. Porém, a intolerância, geradora de exclusão e violência, ainda atua no mundo de hoje. Nesse contexto, o diferente é visto como incômodo, estranho e desprezível. Por isso, é preciso desqualificá-lo, excluí-lo. Urge uma mudança de mentalidade e de atitudes e, nessa tarefa, a educação tem um papel fundamental.”
            Além da coexistência, é possível um verdadeiro diálogo entre as religiões?
            Deve-se admitir que a atitude costumeira entre os grupos religiosos é um convite: Venham conosco, entrem e façam parte do nosso grupo. Ou: Permaneçam como são, mantenham as convicções de vocês, mas respeitem a nossa maneira de ver as coisas.
            Contudo, em cada religião é possível encontrar as bases de um verdadeiro diálogo. As palavras são diferentes, mas as mensagens devem ser expressão de paz, harmonia, caridade, amor ou compaixão.
            O diálogo é uma reciprocidade fundamental que se instaura entre dois pilões de relação: o eu e os outros. Pressupõe sempre uma semelhança e uma diferença, uma identidade e uma alteridade. O diálogo se instaura quando ocorre uma atitude de abertura e escuta do outro, do diferente; quando se reconhece o outro como sujeito portador de uma liberdade e dignidade fundamentais.
            Nenhuma religião pode pretender ter a posse de Deus negando os valores sagrados das demais. Deus, o Transcendente, é maior que toda e qualquer religião.
            O diálogo inter-religioso, nesse sentido, é uma grande possibilidade de realização de um processo com pessoas, grupos, comunidades e religiões para:
● um objetivo comum (a paz, a felicidade, a justiça...).
● uma afirmação da identidade (conhecer o outro é uma forma de se conhecer melhor a própria religião),
● um enriquecimento mútuo (a riqueza das diferenças e das semelhanças).

CONDIÇÕES ESSENCIAIS
            O diálogo inter-religioso deve atender a algumas condições essenciais: a humildade, o reconhecimento do valor da alteridade, a fidelidade à tradição, a abertura à verdade e a capacidade de compaixão:
            Humildade: o diálogo exige, antes de qualquer coisa, uma disponibilidade interior de abertura e acolhimento. A maior resistência ao diálogo advém de pessoas ou grupos animados pela auto-suficiência, pela arrogância. Quem está cheio de si não consegue abrir espaços para a presença dos outros.
            Reconhecimento do valor da alteridade é uma condição para um diálogo positivo com as outras tradições religiosas. Daí a importância da abertura desinteressada às convicções do outro e o respeito à sua identidade.
            Fidelidade à própria tradição: convicção religiosa, uma clara identidade cultural e religiosa. Não há como ser cidadão do mundo fora de um enraizamento particular.
            Abertura à Verdade: o diálogo é uma “aventura”, um caminhar em comum para uma aproximação cada vez maior do Deus que se auto-comunica ao humano, mas que permanece misterioso. Trata-se de um caminhar em que cada um dos interlocutores, permanecendo fiel à sua identidade e verdade particular, é convidado igualmente a participar de uma “celebração da verdade” que ultrapassa a particularidade específica de seus horizontes, provocando, assim, uma “recíproca conversão”.
            Compaixão ativa: ser alguém compassivo significa ter entranhas de misericórdia. Longe de ser identificada com um mero sentimento de piedade, a compaixão diz respeito ao profundo desejo de remediar todas as formas de sofrimento que corroem a humanidade e toda a criação e ao movimento de expansão do amor, que busca, acima de tudo, o bem estar dos outros.

         PEQUENAS AÇÕES, GRANDES TESTEMUNHOS
            A violência se enfrenta com indignação, reconhecimento dos direitos de todos, superação da fome e da miséria, justa distribuição de renda, preservação do meio ambiente e o efetivo exercício da cidadania ao alcance de todos.
            Sobretudo através da não-violência ativa, a exemplo de Mahatma Gandhi (1869-1948) e Martin Luther King (1929-1968). O primeiro era hindu, o segundo, batista. Seus testemunhos em favor da justiça e da paz se somam ao de madre Tereza de Calcutá (católica), Albert Schweitzer (luterano), dom Helder Câmara (católico), Desmond Tutu (anglicano) e Nelson Mandela (metodista).
            Num mundo globalizado, onde toda e qualquer ação individual, pequena ou grande, boa ou ruim, pode repercutir num instante sobre a Família Humana, as pessoas são chamadas a tornar-se universais, ou seja, pessoas que não tem responsabilidade só sobre si, mas sobre o mundo inteiro através de suas opções, suas atitudes, sua consciência, e seus compromissos. Não é mais possível pensarmos em termos paroquiais, regionais ou nacionais: são pequenos demais. Se houver salvação, será uma salvação para a humanidade toda. Se houver paz, justiça, fraternidade, vida plena para todos, será em termos planetários ou não será.
            O apelo por uma consciência da fraternidade ecumênica e universal convoca o mundo todo para uma ação responsável. Se as atuais evoluções de exclusão dos pobres e de degradação da natureza persistirem, então o desmoronamento dos sistemas necessários à vida do planeta serão inevitáveis. É necessário agir já – e todos – em âmbito local e global.
            Os primeiros a serem convocados são representantes das diferentes religiões, os quais, mais do que ninguém, conseguem falar às consciências das pessoas. Basta verificar que a regra básica de amar ao próximo como a si mesmo não se encontra só no Evangelho mas também em todas as grandes religiões. Obviamente, as religiões não substituem a instância econômica, política, cultural e militar, mas cabe a elas formular as motivações profundas e criar mística que confere força a um povo e que, em dados momentos, pode fornecer as justificações tanto para a guerra quanto para a paz.
            Um caminho de diálogo entre as religiões tornar-se, portanto, extremante necessário para o futuro do mundo, pois descobriremos que as coisas que nos unem são mais importantes do que as coisas nos separam. É urgente que cada tradição religiosa abandone todo exclusivismo e toda arrogância. É fundamental convencer-nos do valor espiritual de todas as religiões com renovadas atitudes, como uma nova mentalidade e com uma missão que aponta à conversão das pessoas para uma meta comum: um mundo de solidariedade e de paz.

PARA RESPONDER
1. Qual a importância do diálogo na vida das pessoas e da sociedade?
2. Como está o diálogo religioso no mundo atual?
3. Por que o diálogo inter-religioso é uma esperança para a humanidade?
4. Quais as condições para fazer um verdadeiro diálogo inter-religioso?


A Regra de Ouro nas Religiões
ISLAMISMO: “Nenhum de vós é um crente enquanto não deseja para o seu irmão o que deseja para si mesmo”. (40 hadithes de na-Nawawi 13)
JUDAISMO: “Não faça aos outros o que não queres que eles te façam: esta é a Lei, o resto é comentário”. (Hillel, Talmud B. Shabbatth 31ª)
HINDUISMO: “Não devemos nos comportar com os outros de uma maneira que para nós é desagradável: esta é a essência da moral”. (Mahabharata XIII.114.8)
CONFUCIONISMO: “Uma palavra resume a boa conduta: a bondade. O que tu mesmo não desejas, não o faças também a outros”. (Confúcio, Discursos 15,23)
CRISTIANISMO: “Tudo o que vocês desejam que os outros façam a vocês, façam vocês também a eles: esta é a Lei e os Profetas”. (Evangelho de Matheus 7,12)
JAINISMO: “O homem deveria tratar todas as criaturas do mundo como ele próprio gostaria de ser tratado”. (Mahavira, Sutrakritanga I.11.33)
BUDISMO: “Uma situação que não é agradável para mim, como hei de impô-la a um outro”. (Samyuta Nikaya V, 353.35-354.2)


Para Pesquizar:justicia-001
1) Sinagoga
2) Mesquita
3) Templo Hinduista
4) Igreja Quadrangular
5) Igreja Católica
6) Igreja Episcopal
7) Igreja Evangélica Luterana
8) Templo Budista
9) Universal do Reino de Deus
10) Templo Islã
11) Templo Judaico
12) As seitas: Orientais, no Islã
13) Igreja da Graça
14) Assembléia de Deus
15) Outras
O trabalho de pesquisa e apresentação deverá ser feito em duplas, sendo que cada dupla deverá escolher um dos 14 temas para aprofundamento, abordando: templos religiosos, cultos e ritos.
O resultado da pesquisa das duplas será apresentada dias 01 e 02 de setembro.
Façam a pesquisa a partir das sugestões de sites apresentadas abaixo.

Sugestões:
Para obter mais informações sobre o judaísmo, a leitura da Torá e as sinagogas, pesquise em: Judaísmo
Para obter mais informações sobre as mesquitas muçulmanas, pesquise em: Wikipédia - Islã
Para conhecer virtualmente o maior templo budista da América Latina visite: Lugaresdomundo

Sites sobre Festas Religiosas:    Páscoa - Hinduismo - Cristianismo

WEBQUEST




Valorização da Vida



CENÁRIO
A vida vale quanto? Refiro-me a vida humana, onde pretendo levar há uma pequena reflexão desse valor, onde por qualquer motivo, uma briga, uma discussão, pode levar ao falecimento de um jovem, um pai, uma mãe, um idoso, um trabalhador. A violência é grande, mas tem os seus motivos, a desestruturação de uma família, a falta de urbanização de bairros, a falta de cuidado com a educação formal e informal de jovens, fazem a vida humana ter valores insignificantes, onde uma garrafa de cerveja pode ser um motivo de um homicídio.
                    A convivência entre seres humanos sempre foi difícil, mas para constituir uma civilização, precisamos de regras, assim como, de tolerância, talvez a palavra mais sentida ou necessitada, não há como viver em comunidade sem haver tolerância, paciência, respeito as diferenças, inclusive de pensamento. O meio onde uma pessoa está inserida influencia, se não há perspectivas de futuro, certamente essa pessoa irá ser mal conduzida, e provavelmente será uma agente do terror, ou da desvalorização da vida.
                    Mas se há perspectivas de futuro, há mudanças, há evolução, há crescimento interior, há valorização da vida. Essa perspectiva de futuro traduz-se em realização profissional, conquista de residência própria, boa formação educacional, estrutura familiar, convivência boa entre amigos e vizinhos, preenchimento do vazio por Deus, ou seja, uma religião. Os conflitos internos precisam de uma vazão, seja através de uma poesia, conto, música, esporte, precisam de espaço para serem expressados de forma sadia. A bebida alcoólica é uma péssima conselheira, não é a mesma que gera violência, são os conflitos internos e a não vazão racional dos mesmos, mas a bebida induz há erro.
                     O valor da vida passa pela formação escolar, a escola é um dos grandes agentes de socialização, além de fornecer conhecimento formal, ensina a dar vazão a violência através de prática de esporte, e o seguimento de suas regras, aprendendo desde cedo a ganhar e a perder, sem terminar em brigas, assim como, na produção de textos, o aluno tem a oportunidade de desabafar algo que queira. A área de exatas leva ao aprofundamento do pensamento lógico, abstrato, induzindo o aluno a pensar em temas mais complexos, a solucionar problemas difíceis.
                    As igrejas possuem um importante papel na valorização da vida, fazendo-a ter sentido, de modo que as frustrações sejam substituídas por serviços voluntários, ou comprometendo pessoas a ajudarem os mais necessitados, desviando o foco central do ser interno, da vaidade. É um papel importante, pois é onde se trabalha com a espiritualidade, valorizando a vida como um todo, até mesmo sendo um projeto divino, desautorizando qualquer ser humano a retirar a vida de um outro.
                    Se a urbanização constitui um problema, onde há concentração de pessoas, mas não posto de saúde, transportes coletivos, escola, centro de lazer, água encanada, esgoto, luz elétrica, cria-se um problema sério, a garantia de serviços básicos é uma forma de valorizar a vida, e impedir a evolução da violência, dando as perspectivas de futuro. Uma estratégia adequada de ocupação de um país, permite dar esse apoio, grandes concentrações de pessoas em um pequeno espaço, dificilmente terão saída, principalmente quando se fala de um país chamado Brasil, com muito espaço a ser ocupado. Uma reorganização na distribuição da população já se faz necessário, e isso seria a garantia de vida melhor a todos, as cidades pequenas teriam mais empregos, enquanto as grandes ficariam menos violentas, mas sem a geração de emprego, esse projeto não é viável.
                    Sem dúvida alguma, lutar pela vida digna em coletividade ainda é um caminho possível, com resultados à curto prazo. Vai depender da vontade de cada um.